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Fiergs elogia medidas para conter gastos de energia, mas vê necessidade de outras medidas

O agravamento da crise hídrica brasileira, com a escassez de chuvas, deverá se estender para além de 2021 e provocará impacto em todos os setores da economia, com reajuste no custo da energia. “Algumas iniciativas do governo federal para reduzir a demanda e aumentar a disponibilidade de energia em consequência da falta de água nos reservatórios foram tomadas, como a contratação de energia nova de térmicas e o aumento da importação”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry.

Em relação ao RS, o presidente da Fiergs afirma ser fundamental um esforço por parte do setor público para destravar os projetos de empreendimentos do setor de energia. Esta ação, em conjunto com iniciativas de outras regiões do país, reduziria a forte dependência do Brasil na fonte hídrica, uma vez que o recurso água vem se tornando, ano após ano, cada vez mais limitado. Na Região Sul, a geração de energia está assim distribuída: 63% hidráulica, 15% térmica, 10% eólica, 7% fornecida por outras regiões do país e 5% importada da Argentina e Uruguai.

Ilustração ABr
O Rio Grande do Sul importa, em média, 30% da energia que necessita para suprir seu consumo. Contudo, lembra Gilberto Porcello Petry, o Estado tem enorme potencial de geração de energia limpa e renovável, que o tornaria grande exportador. Há inúmeros projetos em diferentes estágios de aprovação para licenciamento ambiental.

Em meio à crise de energia que afeta o Brasil, a indústria pode sofrer impactos que chegarão ao consumidor no produto final, observa a FIERGS. O país ainda não chegou ao patamar de 2001, quando houve uma crise de abastecimento pior que a deste ano, com racionamento compulsório no consumo de energia, e é necessário evitar que isso ocorra novamente.

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