Presidente, a imprensa não busca notícias, mas fofocas, futricas, intrigas, picuinhas

Presidente, a imprensa não busca notícias, mas fofocas, futricas, intrigas, picuinhas

O presidente Jair Bolsonaro deveria evitar piadas, gracejos, comentários inesperados e críticas à imprensa empobrecida pelo corte das verbas de publicidade. A providência interromperia o fornecimento do pasto que a imprensa ideológica, farsante, esquizofrênica rumina a noite toda, depois de pastar o dia inteiro em volta do Palácio do Planalto. A imprensa, que transformou jornalistas em animais políticos, feras selvagens cujas patas, cornos, aspas ou dentes são uma caneta, um gravador ou uma câmera, não teria matéria prima de fúria para atacar, sem dó, sem piedade, sem escrúpulos.

As piadas, gracejos, comentários e críticas aos donos da verdade (e da mentira) impedem a imprensa de ocupar-se das conquistas do governo: zero corrupção, zero toma-lá-dá-cá, reforma da Previdência, recuperação da economia, queda do desemprego, reversão da violência… O jornalismo acabou, cedendo espaços à fofoca, à futrica, à picuinha. Não há mais pauta (pois não se cuida mais de conteúdo), mas projeto político-ideológico: acabar com o governo e devolver o poder à velha política, corrupta, mas anunciante mão aberta. O projeto é destruir o sonho de 57 milhões de brasileiros e voltar ao passado, sem Lava Jato.

O presidente deveria continuar seu diálogo com o povo nas ruas e redes sociais. Entrevistas? Zero entrevista! Qual o interesse de atender a jornalistas, se as respostas só serão usadas se forem ruins para o presidente? Qual a vantagem de falar para quem está previamente determinado a prejudicar o entrevistado? Qual a vantagem de comentar dados relevantes, se o que buscam é deslize para fomentar a intriga? Ah, mas o presidente precisa reagir às injustiças! Reaja por meio de nota. Não vá à jaula dos leões. Não vá, presidente.

Tudo o que a imprensa critica é justamente o que deseja ouvir do presidente. Como não vive mais de notícia, mas de fofoca, notícia não interessa. Bolsonaro, que faz um governo correto e competente, precisa ser competente para se comunicar com a opinião pública. Deveria copiar o Carniça, que não dá entrevista para a chamada grande imprensa. No máximo, ordena que algum cupincha vaze a opinião dele sobre algum fato que lhe interesse. Quando governou, só falava do alto naqueles palanques que armava onde quer que fosse.

Críticas não vão tornar decente a imprensa indecente. Bolsonaro deveria deixá-la de lado, ignorá-la olimpicamente. Ela só quer piadas, gracejos, críticas, deslizes… (Clesio Boeira.)

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