Pandemia: presidenciáveis buscam autopromoção e desgaste do presidente

Pandemia: presidenciáveis buscam autopromoção e desgaste do presidente

Pouco será como antes, depois de passar a pandemia do coronavírus Covid-19, começando pelos cuidados individuais com a saúde no cotidiano e chegando às relações entre os países. Mas uma das mudanças mais importantes esperadas por todos certamente tem relação com o comportamento dos políticos em relação aos interesses gerais da sociedade. A cidania precisa ser respeita. As pessoas não podem ser vistas como manterial a ser usado pelos políticos que têm sede de poder antes de compromisso com seus governados.

Causa revolta o modo como pré-candidatos ao Palácio do Planalto se comportam diante da crise de saúde pública mais grave desde muito tempo. Claramente enxergam na doença uma oportunidade de promoção política pessoal. As pessoas não são vistas como cidadãos, mas, antes de mais nada, como eleitores. O país não é visto como a nossa terra, mas, antes de mais nada, como palanque. O Covid-19 não é visto como doença, mas, antes de mais nada, como fato para desgastar o adversário e ocupar espaço político-eleitoral.

Enquanto a população enfrenta a doença e o medo de ficar doente, pré-candidatos ao Planalto usam o quase pânico para buscar o convencimento de que são mais competentes do que o presidente. Colocando projetos políticos acima da guerra contra o inimigo invisível, perdem a oportunidade de usar seu poder temporário, eventual, para promover a soma de esforços e a união em dois níveis (estadual e federal) em favor das pessoas em geral. Essa pré-campanha ilegal e imoral mostra que, depois da pandemia, pouco deve ser como antes. (Clesio Boeira.)

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