Oposição tem deputados para barrar reformas, mas está dividida

A oposição ao governo Jair Bolsonaro estima ter entre 160 e 180 cadeiras na Câmara, número teoricamente suficiente para barrar emendas constitucionais e impedir reformas. Teoricamente, porque os adversários das mudanças no país “não estão unidos”, diz matéria do Estadão.

Diz o portal do jornal paulista:

“Disputas pela hegemonia no campo da esquerda – que nos últimos anos esteve sempre nas mãos do PT–, por espaços e postos no Parlamento e diferenças regionais ou de concepção estratégica estão por trás da falta de coesão das esquerdas. Outra forte razão é a perspectiva de candidaturas opostas nas eleições de 2022.

A divisão repete o segundo turno da campanha presidencial do ano passado, quando Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede) apoiaram Fernando Haddad (PT), enquanto Ciro Gomes (PDT) resistiu a compor uma frente para enfrentar Bolsonaro. Seu partido acabou oferecendo “apoio crítico” ao candidato petista. A distância se aprofundou durante a disputa pelos cargos da mesa diretora da Câmara. Neste caso, os parlamentares se dividiram quanto ao apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ).”