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OMS volta atrás e retoma testes com a hidroxicloroquina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta quarta-feira (3), a retomada dos testes com a hidroxicloroquina em pessoas infectadas pelo vírus chinês. O remédio estava suspenso do ensaio clínico global da entidade – o Projeto Solidariedade – desde o dia 25 de maio.

A decisão se baseia em dados recolhidos pelo próprio Solidariedade em pacientes que tomaram a hidroxicloroquina. De acordo com o Comitê de Segurança e Monitoramento de Dados da OMS, não há riscos evidentes no uso do medicamento.

O projeto Solidariedade conta com a participação de 35 países ao redor do mundo, que já recrutaram 3500 infectados pela praga chinesa em hospitais para testar a eficácia de possíveis tratamentos.

“Com base nos dados de mortalidade disponíveis, os membros do comitê afirmaram que não há motivos para modificar o protocolo dos testes com hidroxicloroquina. O Grupo Executivo endossou a continuidade e vai comunicar a decisão aos principais pesquisadores do Solidariedade. O comitê continuará monitorando de perto a segurança de todos os tratamentos testados no ensaio clínico”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Na suspensão temporária da hidroxicloroquina, de semana passada, a interrupção se apoiava em um estudo externo, publicado na revista científica The Lancet, que alertou para os riscos de arritmia cardíaca em pacientes. Nesta terça-feira, 2, porém, o periódico emitiu um “manifesto de preocupação” sobre esse estudo, pois especialistas levantaram “sérias dúvidas científicas” sobre a metodologia utilizada.

No Brasil, o uso do medicamento é encorajado pelo presidente Jair Bolsonaro, mesmo diante da falta de comprovação científica sobre sua eficácia. Por pressão do presidente, o Ministério da Saúde liberou a droga para todos os pacientes com o vírus chinês no País, desde os casos mais leves até os mais graves. No último domingo, 31, os Estados Unidos enviaram ao Brasil dois milhões de doses da hidroxicloroquina.

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