MPF e PF miram vazamentos de informações privilegiadas nos governos do PT – ClesioNet

MPF e PF miram vazamentos de informações privilegiadas nos governos do PT

Mais corrupção nos governos petistas vem à tona. Nova operação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal desnudam supostos vazamentos de informações privilegiadas do Copom sobre juros para o banco BTG nos governos Lula e Dilma Rousseff. A Operação Estrela Cadente é baseada na delação de Antonio Palocci, que cita Guido Mantega como responsável pelo repasse das informações em troca de propina.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram nesta quinta-feira (3) a operação “Estrela Cadente”, que investiga vazamentos ao banco BTG Pactual de resultados de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) entre 2010 e 2012, diz o G1. Foi expedido um mandado de busca e apreensão na sede da instituição financeira em São Paulo.

O inquérito, iniciado com base em delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, apura o fornecimento de informações sigilosas sobre alterações na taxa de juros Selic por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central. De acordo com o MPF, o beneficiado era um fundo de investimento administrado pelo BTG Pactual.

As investigações apontam que, a partir do recebimento de informações privilegiadas, o fundo teria obtido lucros de dezenas de milhões de reais. As reuniões do Copom, que definem a taxa básica de juros da economia, ocorrem a cada 45 dias.

Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, informação privilegiada e lavagem de dinheiro. O caso está sob segredo de justiça.

Delação – O Antagonista apurou que no depoimento complementar à força-tarefa da Lava Jato em São Paulo em que citou crimes supostamente relacionados ao BTG Pactual, Antonio Palocci deu detalhes sobre pagamentos de propina ao então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A propina era paga como contrapartida ao recebimento de informações privilegiadas sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias para decidir a taxa básica de juros, a Selic.

Palocci esmiuçou até as contas que eram utilizadas para as transações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

6 + 2 =