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Moro começa a alargar o discurso, vendo que a história do vídeo é um fracasso

O ex-ministro Sergio Moro indica, na manhã desta segunda-feira (25), em tuíte, que começa a alargar seu discurso desenvolvido para justificar sua passagem curta e apagada pelo Ministério da Justiça. Como juiz, Moro foi excelente, mas, como ministro, foi uma decepção completa por não ter compromisso com as bandeiras de seu governo voltadas para a construção de um país decente.

Percebendo o fracasso da estratégia de usar o vídeo de uma reunião ministerial para tentar implicar o presidente Jair Bolsonaro em suposta intervenção na Polícia Federal, o desastrado novo político ensaia mudança de assunto. Agora, quer falar de “falta de apoio a medidas anticorrupção e alianças políticas duvidosas“, o que é simples e reles discurso politiqueiro.

Caso não contasse com o apoio da velha imprensa, interessada em prejudicar o governo e pessoalmente o presidente Jair Bolsonaro, já começaria a escorregar para o buraco do esquecimento, carregando nas costas a pesada pecha de traidor da confiança do presidente, do apoio de milhões de brasileiros e dos interesses maiores do Brasil.

Moro nunca foi governo. Sempre foi ele mesmo. Tentou ser uma ilha dentro do governo, talvez esperando uma possível indicação para a vaga de Celso de Mello, no Supremo Tribunal Federal, que se aposenta em novembro. Não foi suficientemente capaz de habitar sozinho sua ilha, pulando fora menos de seis meses antes de saber se seria ou não o escolhido para o honroso cargo vitalício.

Moro achou que podia tudo, inclusive ignorar as bandeiras do governo e bater de frente com o presidente da República. Perdeu, como perderia para qualquer outro presidente que tivesse compromisso com seus eleitores e fizesse valer sua autoridade de chefe desta Nação. Se quiser ter alguma chance de vencer na política, Moro precisa descobrir que não é mais juiz que manda quase absoluto nos processos…

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