Imprensa que releva tratorada de Cid é a mesma que fiscaliza até piada de Bolsonaro

Imprensa que releva tratorada de Cid é a mesma que fiscaliza até piada de Bolsonaro

O gesto extremo do senador Cid Gomes, que partiu para cima de grevistas pilotando uma retroescavadeira, não causou assombro à imprensa nacional. Os jornalistas, que facilmente se escandalizam com os arroubos verbais do presidente Jair Bolsonaro, preferem acusar os policiais grevistas de usarem máscaras. Sequer têm a decência profissional de reconhecer que os mascarados são uma minoria, porque, assim, teriam que admitir que a maioria é formada por simples grevistas que poderiam ter sido esmagados, com familiares, por uma máquina pesada dirigida por um senador.

O jornalismo brasileiro está há três dias ocupado com um trocadinho de mau gosto feito pelo presidente Bolsonaro. Ao mesmo tempo, não confere nem mesmo algumas horas de destaque negativo a um gesto tresloucado perpetrado por um senador contra uma categoria profissional em greve. Não faz o que certaramente faria se o condutor daquela máquina fosse, para ficar no mesmo plano de relevância política, pilotada pelo senador Flávio Bolsonaro. O filho do presidente seria acusado de tentar massacrar trabalhadores e familiares com uma poderosa retroescavadeira.

Mas não é um político de direita. Não é a direita. É a esquerda, cujo discurso se baseia na defesa dos direitos dos trabalhos, com destaque ao direito à greve. Quando a imprensa cita mascarados entre os policiais de Sobral como desculpa para relevar um ataque que colocou em risco a vida de dezenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças, esquece que costumeiramente releva toda e qualquer iniciativa adotada por movimentos grevistas, quaisquer movimentos grevistas, principalmente quando o patronato não é de esquerda. Essa postura contraditória serve, ao menos, para reforçar a certeza de que a esquerda não se impõe limites na luta política.

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A lógica política da esquerda é dissimulada e perigosa. Esses jornalistas que veem na figura do presidente Bolsonaro um risco à democracia são os mesmos que há mais de meio século não veem ditadura em Cuba e ainda não descobriram nada de errado na Venezuela. A atuação dessa gente não tem compromisso com a verdade e a decência política, mas com a luta político-ideológica. Quando aos métodos, não parecem relevantes. Omitir, mentir, dissimular é nada para eles diante da “importância” da causa. A chamada grande imprensa perdeu para as redes sociais. Sem querer admitir a derrota, tornou-se tão irresponsável quanto a esquerda historicamente. (Clesio Boeira.)

Imprensa ideológica, omissa, farsante e mentirosa

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