França usa drones, multas e prisões para impor isolamento contra o coronavírus – Clesio.Net

França usa drones, multas e prisões para impor isolamento contra o coronavírus

Em quatro dias de confinamento para frear a epidemia de coronavírus, a polícia francesa já aplicou 18 mil multas nos indisciplinados e prendeu pelo menos sete pessoas que não respeitaram as medidas de restrição de circulação impostas pelo governo desde terça-feira (17).

Os infratores sob custódia da polícia são reincidentes que já tinham levado advertência, sido multados e continuaram driblando as recomendações sanitárias. Eles são acusados de “colocar em risco a vida do outro”. Um homem, na periferia de Paris, chegou a morder um policial durante o controle.

Diante da teimosia dos franceses, algumas cidades, como Nice, estão usando drones para alertar a população sobre a obrigação de cumprir as regras de isolamento, sob o risco de responder a um processo judicial.

É difícil lidar com um inimigo invisível. O governo pensou que as multas elevadas, de € 38 a € 375, seriam suficientes para dissuadir os franceses de sair de casa. Mas o tempo ensolarado e o aumento das temperaturas, depois do longo inverno, fazem as pessoas adotarem um comportamento como se estivessem em férias. A generalização do trabalho em “home office” contribui para o relaxamento geral. Cem mil policiais e militares estão nas ruas e muitos à paisana. Desde quinta-feira (19), praias, florestas, bosques, margens de rios e passeios públicos foram fechados em todo o país.

Drones para alertar a população

Em Nice, na Riviera Francesa (sul), a famosa avenida dos Ingleses foi interditada ao público. A cidade usa drones equipados com alto-falantes para alertar a população que é proibido sair de casa, a menos que a pessoa leve com ela o certificado emitido pelo governo, assinado e datado do dia. O drone sobrevoa a orla da praia e recorda a distância preventiva de um metro entre os pedestres.

Os franceses têm autorização para sair por apenas cinco motivos: trabalho presencial obrigatório, comprar comida e produtos de primeira necessidade, ir ao médico, visitar familiares dependentes, passear o cachorro no quarteirão ou fazer exercícios uma vez ao dia. Mas a caminhada, a “corridinha” ou a volta de bicicleta no bairro passaram a ser uma desculpa para driblar o isolamento. Nesta sexta-feira (20), o Ministério do Esporte restringiu a prática do exercício físico individual a um raio de no máximo 2 quilômetros do local de residência e por 40 minutos, no máximo. E nada de esporte em grupo.

Fonte: RFI

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