Estadão usa premissa falsa para acusar apoiadores do presidente de golpistas

Estadão usa premissa falsa para acusar apoiadores do presidente de golpistas

O jornal o Estado de S. Paulo, em editorial, nesta quinta-feira (27), acusa os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro de “golpistas”. Para chegar à conclusão falsa, inventa que as manifestações previstas para 15 de março são contra o Congresso Nacional.

Desde o sonoro “foda-se”, pronunciado pelo ministro do GSI, general Augusto Heleno, origem dos protestos, é muito claro que a indignação dos apoiadores de Bolsonaro se volta contra uma minoria de congressistas que se esforça para tomar do Executivo em favor do Legislativo nada menos do que R$ 30,1 bilhões do Orçamento da União.

Nisso sim o jornal poderia enxergar tentativa de golpe. Deputados e senadores foram eleitos para fazer leis e fiscalizar seu cumprimento e não para gerir o dinheiro dos impostos, como se estivesse em vigor no país o Parlamentarismo e não o Presidencialismo.

Menos, Estadão, menos!

Dois trechos do editorial do Estadão:

“O presidente Jair Bolsonaro precisa esclarecer, sem meios termos, que não apoia a convocação de uma manifestação em sua defesa e contra o Congresso Nacional, feita por seus apoiadores. Os cidadãos são livres para se manifestar contra quem bem entenderem, mas um presidente da República não é um cidadão comum e não pode permitir que seu nome seja usado para alimentar um protesto contra os demais Poderes constituídos. Se aceitar essa associação, ou, pior, se incentivá-la mesmo indiretamente, Bolsonaro estará corroborando as violentas críticas que esses apoiadores, em claro movimento golpista, estão fazendo contra o Congresso, tratado nas redes sociais bolsonaristas como “inimigo do Brasil”.
[…]
Fazem bem o Congresso e o Supremo em se manifestar de modo sereno, mas firme, sobre o comportamento do presidente e de seus seguidores. Também fez bem o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro de Bolsonaro, que criticou o uso de fotografias de militares na convocação dos protestos contra o Congresso, que ele qualificou de tentativa “grotesca” de confundir o Exército com o golpismo bolsonarista. A despeito disso, é muito provável que os bolsonaristas continuem a testar os limites da democracia – e portanto cabe às instituições impedir que eles consigam ir além das bravatas.”

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