Argentina nega que Evo tenha pedido asilo – ClesioNet

Argentina nega que Evo tenha pedido asilo

Não se confirma uma notícia publicada pelo Clarín, da Argentina, e reproduzida pelo UOL e outros sites brasileiros e estrangeiros. O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, que renunciou no domingo, não teria pedido asilo aos argentinos. “Não é verdade. O Evo não pediu, portanto o Macri não negou”, disse uma fonte do ministério das Relações Exteriores do país ao UOL. “Um asilo não se pede, não se oferece”, complementou, conforme o site UOL.

Antes da renúncia de Evo Morales, o jornal argentino Clarín disse que o presidente Evo Morales teria abandonado a Bolívia e viajado para a Argentina no avião presidencial, em meio à profunda crise política. A fonte da chancelaria também disse que não houve “nenhum pedido” de entrada do voo na Argentina. “Não sei de onde tiraram isso”, consertou o UOL.

Renúncia – O comandante-chefe das Forças Armadas da Bolívia, o general Williams Kaliman, pediu a Morales, no domingo, 10, que renunciasse, em meio a protestos por sua questionada reeleição na votação de 20 de outubro, nas quais a OEA (Organização de Estados Americanos) viu irregularidades.

“Após analisar a situação conflituosa interna, pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”, disse o general Kaliman à imprensa.

Eleição polêmica– As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração.

Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

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