Davi Alcolumbre já sabe como reagir às críticas nas redes sociais

Davi Alcolumbre já sabe como reagir às críticas nas redes sociais

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está disposto a prorrogar até outubro a CPI das Fake News, “após se tornar alvo de bolsonaristas nas redes sociais”, devido aos seus esforços, ao lado de Rodrigo Maia, para tomar R$ 30 bilhões do governo para os parlamentares distribuírem aos seus apoiadores nos estados e municípios em ano eleitoral.

A informação da revista Crusoé escancara um novo cenário deplorável na política brasileira. Os políticos estão desesperados com o crescimento da participação popular no debate político por meio da internet, sem filtro e sem um comando central, a quem eles possam reclamar.

Antes o povo só palpitava por meio de carta enviada às redações de jornais. As missivas eram selecionadas conforme a linha editorial que levava em conta as relações do proprietário da empresa com os caciques políticos. Ou seja, o povo não participava; era usado.

A participação direta e livre nas redes sociais teve um boom a partir de 2013, quando os danos gravíssimos produzidos pelos governo petistas ao país começaram a aparecer claramente. O povo se mobilizou e não parou mais de interferir nas principais temas da vida política nacional.

Alcolumbre não consegue assimilar as críticas na internet. A forte pressão pode ter desgastado sua imagem política e atrapalhado a consolidação do seu plano (ao lado de Maia) de garantir o controle de R$ 30,1 bilhões do Orçamento para o livre manejo por parlamentares.

Alcolumbre está de mal com o novo modo de comunicação da sociedade com seus representantes no Congresso. Parece que o senador gostava mais daquele tempo das cartinhas enviadas para as redações. Até aí, tudo bem. Mas usar CPI para se vingar do povo é inadmissível. (Clesio Boeira.)

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