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Nota curiosa
 
Publicado por Clésio Boeira | Clesio Boeira | 2012-06-14
Clésio Boeira
Clésio Boeira
 

 PP estadual anuncia respeito à decisão de “ambos os lados” no diretório metropolitano, embora só tenha havido uma decisão, a da maioria, claro.


A executiva estadual do PP elogia “vencidos e vencedores” na disputa interna do seu diretório metropolitano, vencida pelos defensores de apoio à reeleição do prefeito José Fortunati, exalta o “espetáculo de democracia interna”, anuncia “respeito à decisão de ambos os lados”, mas não pede unidade. Citando o nome da senadora Ana Amélia Lemos e omitindo o do prefeito José Fortunati, a nota dá o assunto por encerrado e pede foco nas disputas majoritárias e proporcionais dos demais municípios. O texto diz que os progressistas estão coligados no interior com “os mais diferentes partidos, pois a democracia é, também, a convivência entre os diferentes”. Apesar dessa mensagem em favor dos derrotados, não pronuncia uma só palavra de estímulo aos vencedores. Parece elegia aos perdedores.


Nota triste
O senador Pedro Simon (PMDB) está perplexo com os rumos da Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira. Ontem, os membros da CPI impediram a convocação de duas figuras indispensáveis para investigação seria. Primeiro, rejeitaram o depoimento do ex-diretor do DNIT Luiz Antônio Pagot, acusado de envolvimento em corrupção e demitido pela presidente Dilma Rousseff. Depois, negaram a convocação do dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, que admitiu comprar parlamentares para obter contratos públicos. “Por que a CPI não quer ouvir esses cidadãos?”, pergunta Simon, que disparou contra setores da base governista: “O PT votou em peso contra as duas convocações, jogando sua história na lata do lixo”. E os outros partidos?


Qual é o receio?
PSDB, DEM e PDT protestaram contra as duas recusas. "A Delta recebeu R$ 4 bilhões do governo em menos de 10 anos, principalmente por meio do DNIT. Não ouvir os dois é transformar a CPI numa farsa. Se ouvimos os governadores, por que não fazer o mesmo com Pagot e Cavendish? Qual é o receio?", perguntou o senador Pedro Taques (PDT).


Lojas francas (1)
Notícia boa para as fronteiras. A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a instalação de lojas francas em cidades-gêmeas de fronteira, previstas em projeto já aprovado na Câmara dos Deputados. Ao defender a matéria, o senador Pedro Simon considerou importante oferecer garantias e oportunidades à expansão de negócios que gerem riqueza e empregos nessas zonas.


Lojas francas (2)
O projeto das lojas francas será submetido ao plenário do Senado, antes de seguir para sanção presidencial. O texto permite essa forma de comércio em diversos municípios gaúchos e cidades-gêmeas na Argentina e no Uruguai: Chuí-Chuy; Santana do Livramento-Rivera; Uruguaiana-Libres; Quarai-Artigas; Aceguá-Acegua; São Borja-São Tomé; Itaqui- Alvear; Jaguarão-Rio Branco; Uruguaiana-Libres; além de Porto Xavier, Barra do Quaraí e Barracão. No país, serão beneficiados 28 municípios, em nove Estados.

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