O nó da fita
De Clesio.Net
"Empresta dinheiro a teu inimigo e o conquistarás; empresta-o a teu amigo e o perderás."
Benjamin Franklin
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, reconhece o direito do Rio Grande do Sul de receber a compensação financeira pelos investimentos que fez em rodovias federais. Quem anuncia é a governadora Yeda Crusius, informada pelo chefe da representação do Rio Grande do Sul, em Brasília, Marcelo Cavalcanti, e pelo coordenador da bancada federal gaúcha no Congresso Nacional, Mendes Ribeiro Filho. Nascimento prometeu levar o assunto ao presidente Lula. "Nós queremos conversar sobre o valor do que nós gastamos. E o que nós gastamos não é R$ 200 milhões, mas R$ 1 bilhão ou mais", diz a governadora. "Se esse valor for reconhecido, vamos ter que dizer a todos os que trabalharam antes que a gente reconhece o caminho feito, mas faltava tirar o nó da fita. Eu quero tirar o nó da fita".
Quem tem razão?
De Clesio.Net
"Nenhum governo está isento de legislar asneiras. O problema é quando tais asneiras são levadas a sério."
Michel de Montaigne
Clésio Boeira - Bomba. O deputado federal Eliseu Padilha afirma que o Rio Grande do Sul não tem direito a ressarcimento por obras em estradas federais. Justifica que o governo Olívio Dutra recebeu R$ 258 milhões e renunciou ao restante do valor, estimado em R$ 2 bilhões. O dinheiro recebido foi gasto com o 13º do funcionalismo. A negociação com o governo Fernando Henrique Cardoso produziu uma medida provisória, segundo Padilha. O ex-governador nega. Deputados estaduais governistas questionam: seria por esse motivo que o ex-secretário Arno Augustin (Fazenda) cobrava os recursos e, agora, na Fazenda Nacional, pensa diferente?
As privatizações
De Clesio.Net
"Dá-se muita atenção ao custo de se realizar algo. E nenhuma ao custo de não realizá-lo."
Philip Kotler
Os programas do PSDB no horário eleitoral mostram a importância da quebra dos monopólios com as privatizações. “Foi bom para o Brasil e o PT copiou”, referindo-se às privatizações de estradas. Não se entende por que o PMDB não faz o mesmo no Rio Grande do Sul. O crescimento e qualificação da telefonia e do setor elétrico, por exemplo, se deve ao governo de Antônio Britto (1994-1998), político hoje sem filiação partidária. Embora pareça inacreditável, os defensores daqueles elefantes brancos fazem mais barulho, fazendo discurso que, se valesse na prática, obrigaria o gaúcho a pagar milhares de reais para ter um telefone. E esperar alguns meses pela instalação. À época, o mercado paralelo faturava alto, comercializando linhas por até R$ 4 mil. Os programas do PSDB falam a verdade, sem medo do atraso.
Zachia prestigiado
De Clesio.Net
"O Brasil sempre foi a casa-da-mãe-joana de elites sub-reptícias que fazem o que querem."
Paulo Francis
O chefe da Casa Civil, Fernando Zachia, permanece no cargo. A confirmação da governadora Yeda Crusius veio acompanhada de elogio ao deputado do PMDB: “Záchia faz parte – e continuará fazendo – de um eixo de governo onde estão também os secretários Aod Cunha, da Fazenda, e Ariosto Culau, de Planejamento e Gestão. Mesmo não sendo do meu partido, ele depositou total confiança em nosso projeto. Não existe nada em relação ao Záchia”. Existe, conforme Yeda, recomposição da base aliada na Assembléia Legislativa.
Farelinhos e promessas ao Rio Grande do Sul
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"Acho que é uma lei imutável nos negócios que palavras são palavras, explicações são explicações, promessas são promessas, mas somente execução é realidade."
Harold Geneen
Os R$ 200 milhões prometidos pelo Ministério da Fazenda aliviam a situação das finanças públicas do Rio Grande do Sul, mas, somente no caso do 13º do funcionalismo, faltam ainda R$ 500 milhões. A ajuda não chega a 30% de um compromisso isolado. O restante o governo Yeda Crusius vai buscar no Banrisul. Ao longo da história tem sido assim: quando a pressão é grande, Brasília manda uns farelinhos. Os enormes recursos devidos são empurrados para o futuro. Argumentos jurídicos e bailados verbais existem de sobra para o governo federal imaginar que ainda amarra cachorro gaúcho com lingüiça.
Briga de facão contra canivete
De Clesio.Net
"Um chefe é um homem que precisa dos outros."
Paul Valéry
Uma dura disputa marca o que o seria a continuidade das mudanças no governo Yeda Crusius. A primeira alteração foi o retorno do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, deputado Pedro Westphalen, à Assembléia. O chefe da Casa Civil, Fernando Zachia, e o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Nelson Proença, não estariam interessados em continuar nos atuais cargos e buscam alternativas com a governadora. Uma delas seria um rodízio envolvendo a substituição do líder do governo, deputado Adilson Troca. Zachia assumiria em seu lugar e Proença seria o novo titular da Casa Civil. Nos bastidores, as principais justificativas são: Troca é o culpado pelo fracasso do plano de recuperação do Estado, Zachia não quer reassumir o mandato como simples deputado e Proença deseja uma função com maior visibilidade. A falta de recursos para investimentos tirou completamente o brilho da Sedai.




