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Yeda Crusius acredita no potencial do Rio Grande
De admin | 26 Dez 2008 | Enviar comentário »
"Somente uma pessoa em dez mil compreende a economia, e a gente encontra ela todo dia."
Kin Hubbard
"O déficit zero é uma realidade, a receita é igual à despesa para cobrir todos os gastos e temos ainda R$ 1, 25 bilhão para investimentos em todas as áreas em 2009. Isso só foi possível porque colocamos a administração do Estado a olhar cada pedacinho de despesa e cada possibilidade de receita para colocá-las a serviço dos cidadãos", afirma a governadora Yeda Crusius em sua saudação de fim de ano. O montante de R$ 1,25 bilhão, diz a governadora, significa investir três vezes mais do que em 2008, em projetos que vão de estradas à assistência social, melhorias no meio ambiente e contratação de mais servidores. "Isso é autonomia, é não depender de ninguém e nem precisar pedir dinheiro emprestado. Nós tínhamos essa confiança no potencial do Rio Grande do Sul", afirma, referindo-se ao ajuste fiscal, que possibilitou aumentar a arrecadação, pagar as dívidas do passado, reduzir os gastos da máquina pública e melhorar a prestação de serviços do Estado. No início de 2007, o déficit era de R$ 2,4 bilhões.
Brasil 2008 e 2009
Do economista Gustavo Grisa: “2008 foi o último ano em que o Brasil tirou proveito da sua posição de "BRIC tardio", em um alongamento de ciclo que já havia acontecido em outros países, com maior vigor. Por isso, continuamos a ter taxas de crescimento significativas até o final do ano. Desde outubro, porém, o cenário mudou radicalmente. Em 2009, devemos conviver com uma forte desaceleração, crescimento provavelmente entre zero e 2%, com possibilidade de recessão técnica já a partir do segundo trimestre. O combustível que temos deve agüentar apenas os primeiros meses – e para os setores que dependem do mercado interno. Setores exportadores e dependentes de commodities viverão em um cenário de severa restrição. A esperança é algum pacote nos EUA desencadear a reversão do quadro antes do final de 2009.
Prepare o bolso
O reajuste das tarifas de pedágio obedece a uma cláusula contratual, cuja data base é primeiro de janeiro de cada ano. Portanto, lembra o deputado Gilmar Sossella (PDT), o reajuste anual não tem ligação com o extinto projeto de lei do programa Duplica RS. Tem, sim: se fosse aprovado, as tarifas seriam reduzidas em 20% e o aumento seria calculado sobre um valor menor. No fim das contas, em relação aos valores de hoje, não haveria mudança, senão para menos.
Escola Municipal Rincão
Depois de reabilitar financeiramente a prefeitura de Porto Alegre, no começo do mandato, o prefeito José Fogaça centralizou esforços nas obras esperadas pela sociedade. Não pôde fazer tudo o que desejava, em quatro anos, mas fez muito. No Natal, os bairros Glória, Belém Velho e Rincão receberam uma escola municipal para 600 alunos, esperada desde 2002, entre as obras do Orçamento Participativo. No segundo governo, Fogaça vai trabalhar com mais tranqüilidade. “O equilíbrio das contas públicas permitem os investimentos.”
Recursos para saúde
Na segunda-feira, o Fundo de Saúde de Uruguaiana recebe R$ 100 mil do Estado. A liberação foi comunicada pelo secretário Osmar Terra ao deputado estadual Frederico Antunes, que havia feito o pedido, juntamente com o prefeito Sanchonete Felice. O dinheiro se destina ao SUS (Serviço Único de Saúde) e à Santa Casa de Caridade.
Muita reclamação
Antes de completar um mês de vigência do decreto que define as normas dos serviços de atendimento ao cliente, os call centers, o Procon Porto Alegre começa a notificar empresas que descumprem a lei federal. Os números registram perto de cem reclamações enviadas pela Internet ou acolhidas no balcão de atendimento ao público. Lideram as queixas, operadoras de telefonia e de planos de saúde. "Em 54 delas, constatamos irregularidades e notificamos as empresas", afirma o coordenador do Procon Porto Alegre, Omar Ferri Júnior. As multas, calculadas de acordo com o faturamento da empresa, podem chegar a R$ 6,6 milhões.
É isso aí
Depois de renovar contrato, com cláusula que protege seus salários, trabalhando ou demitido, o corajoso técnico Celso Roth desanca o pau na direção do Grêmio. Em entrevista à revista Placar, diz que foi humilhado e ridicularizado na desclassificação gremista no Gauchão e na Copa do Brasil. “Com todo respeito, o diretor é amador, é passional, não vive do futebol”, atacou.
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